Incêndio em PortugalUm incêndio florestal de grandes proporções causou a morte de pelo menos 62 pessoas e deixou mais de 60 feridos na região central de Portugal. A vila mais atingida foi Pedrógão Grande, distrito de Leiria. Parte das vítimas morreu carbonizada dentro de seus carros em estradas que foram tomadas pelo fogo. O número de mortes foi atualizado na manhã deste domingo pelo secretário de Estado de Administração Interna do governo português, João Gomes, segundo o jornal português Público.

Informações preliminares indicam que o incêndio teria começado por causa de um raio. As chamas, então, se espalharam “por ventos descontrolados”, transformando-se num “evento impossível de controlar”, segundo o secretário. Neste fim de semana, o país está sob uma forte onda de calor, com temperaturas acima de 40 graus em diversas região. O primeiro-ministro português, Antonio Costa, classificou o incidente como “pior tragédia que vimos nos últimos anos em incêndios florestais “.

Mais de 1.600 homens, 495 veículos, e 15 aeronaves foram mobilizados para conter o fogo. As equipes, no entanto, têm dificuldades de se aproximar da região porque o fogo é intenso. O incêndio teria começado por volta das 15 horas deste sábado (11 horas em Brasília). Centenas de pessoas tiveram que abandonar as suas casas. O governo português decretou três dias de luto pelo desastre.

Como a maioria dos países da Europa meridional, Portugal é propenso a eventos desse tipo nos meses secos do verão. “É uma região que já teve incêndios pelas suas florestas, mas não lembramos de uma tragédia dessas proporções”, disse o prefeito de Pedrogão Grande, Valdemar Alves. “Estou completamente assombrado pelo número de mortes”.

Por: VEJA.com